UNESP expulsa 30 alunos por fraudes nas cotas raciais; Nenhum é de Ilha Solteira

Policial


Além de perder a vaga, os estudantes ficam impedidos de se matricular na UNESP pelos próximos cincos anos. A instituição, no entanto, diz que a princípio não ingressará com ações judiciais por "acreditar no caráter pedagógico da medida", que prioriza cessar esse tipo de irregularidade.

É a segunda vez que a Unesp desliga estudantes por esse motivo. Em dezembro de 2018, 27 pessoas foram expulsas por terem utilizado as cotas indevidamente.


De acordo com a Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira (FEIS/UNESP), nenhum dos alunos expulsos estudavam na unidade. Mas isso só não ocorreu, porque aprovados que estavam sendo investigados se desligaram antes do fim dos procedimentos de averiguação.

Não há informação de quantos matriculados em Ilha Solteira passaram a ser investigados, por suspeita de fraude ao se declararem como preto ou pardos no processo seletivo.

A UNESP é a única universidade estadual paulista que possui uma Comissão de Averiguação, instituída para analisar as autodeclarações de ingressantes por meio da reserva de vagas reservadas a pretos ou pardos. A comissão leva em consideração características fenotípicas, tais como pigmentação da pele e dos olhos, tipo de cabelo e forma do nariz e dos lábios, para validar as autodeclarações.

A UNESP, assim como USP e UNICAMP, reserva metade das vagas para alunos egressos de escolas públicas. Desse total, 35% são para quem se autodeclara preto, pardo ou indígena.

 É a segunda vez que a Unesp desliga estudantes por esse motivo. Em dezembro de 2018, 27 pessoas foram expulsos por terem utilizado as cotas indevidamente. Dois estudavam na unidade ilhense

Fonte: Ilha de Notícias

Compartilhe